Street photography porque nunca se sabe o que pode passar pela frente.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Tem um gato na janela




Tem  um gato na janela e um São Jorge no espelho.

Há dias que a chuva não dá tréguas, sinto a umidade além do banheiro, e cuido pela porta entreaberta a pilha de folhas e algumas fotos sobre a cama. Seria familiar esta mania de viver arrumando, sem fim, papéis e armários, ocupando tempo fingindo fugir do inexorável, acreditando que o catalogar dos guardados e o desprezar das superficialidades materiais possam liberar novos espaços para o que sei, é finito. 

Memórias, foram-se enquanto escrevia, hoje preservo-me em imagens, porém, mesmo que as luzes e sombras pareçam mais duráveis, nada são de indeléveis, também se perdem, ou pela ausência de contexto, ou pela cínica intenção de mentir, enganar subvertendo sentidos e sentimentos.

A impressão é que todos os dias foram chuvosos, se for verdade preciso tomar decisões.

Escanhoar ou deixar a barba? Não sei, mas daqui até que finde o dia, a menos que me distraia em algum fugaz reflexo de vitrine, não devo perceber qualquer imperfeição deste rosto. Também preciso em algum momento avaliar se vou desprezar ou manter aqueles registros. Não sei dizer o que os fizeram especiais nem até quando, em breve devem estar inelegíveis como a difícil compreensão dos fios brancos, sobras incompletas desta barba.  

Bem, como disse, tem um gato na janela e um São Jorge no espelho. A começar por este, e por mais que tente, não recordo quando na longa repetição desta rotina o esqueci ali colado a me lembrar que nunca tive fé alguma, a não ser na minha avó que sempre cuidou para me  proteger das chuvas, melhor para o gato, lá do canto da janela, que  por não entender perdas não se importa com o apagar dos retratos. 

Marcelo Soares



Em sua origem este já foi um blog de textos até que redescobri a fotografia, até que resolvesse mudar a forma de me expressar. Esta postagem é uma lembrança e uma homenagem ao meu outro personagem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

No páreo


Idealizada e dirigida por José Maurício Machline, a premiação - patrocinada este ano pela Petrobras – conta com roteiro de Zelia Duncan, cenografia de Gringo Cardia e direção musical de João Carlos Coutinho. O canal de youtube do Prêmio da Música Brasileira e o Canal Brasil transmitirão o prêmio ao vivo, na íntegra.

Foram inscritos 1327 álbuns, 132 DVDs e 144 videoclipes – dos quais foram pré-selecionados 493 álbuns, 40 DVDs e 66 videoclipes, dos quais os jurados extraíram os indicados às 36 categorias.

CATEGORIA PROJETO VISUAL
- LAStudio por ‘Tribalistas’, de Tribalistas
- Felipe Taborda por ‘Campos Neutrais’, de Vitor Ramil
- Flávia Pedras Soares por ‘Invento’, de Zélia Duncan e Jaques Morelenbaum


Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/premio-da-musica-brasileira-divulga-lista-dos-indicados-deste-ano-22895294#ixzz5NgQy0RWj 

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