Street photography, olhar atento e uma máquina fotográfica a mão, porque nunca se sabe o que pode passar pela frente.

domingo, 4 de abril de 2010

Vazio

Hoje acordei com um vazio tamanho. Nada.

Durou até terminar a xícara de café… depois veio a náusea.

Então, lembrei Sartre, e de como, tão cedo seus livros entraram na formação de meu pensamento. Eu tinha 15 anos, ou menos,  e já tentava compreender o sofrimento de uma criança, criada sem pais, que não conseguia aproveitar seu sucesso depois de adulto, crônica. Isso era um conto,  em meio a tantos,  mas  atrapalho a vivência com  a literatura precoce. Eu, tive pais, e muito menos motivos para mazelas, mas tento, em vão, e sempre, elaborar angústias que tampouco me pertencem.

Não imagino meus filhos, que passaram desta fase, refletindo tão profundo. Não lhes faltaria, ou falta, material para compreensão e dúvida, mas vejo que vivem apenas  o que  lhes é próprio e que venha do presente.

Talvez venha sendo um exagerado, daí ter acordado com um vazio estranho. Durou até se transformar em Sartre. Depois, vomitar em frases e, quem sabe, conseguir o alívio de perceber  que,  “Nada”,  de filosofia, não passa.

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