Street photography, olhar atento e uma máquina fotográfica a mão, porque nunca se sabe o que pode passar pela frente.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tema

Quando começo com frase solta me perco para depois me achar.
Vamos ver...

A frase: Vamos lá garota! Vamos lá mulher!

O Caminho: As bolsas estão arrumadas, tem sacola de tudo que é cor e formato. Umas são bacanas, vieram de viagens a lugares exóticos como o freeshop do Uruguai, outras são do supermercado da esquina, no tempo que morava na CohaPrin. Será que ainda chamam esta cidade de Princesa?

Vamos lá mulher, o carro esta cheio e ainda tenho que pegar a sogra, aquela que esqueceu que é viúva, e vai ficar reclamando do marido todo caminho.
Temos que passar na casa da Marisa para ver se ela vem regar as plantas e dar de comer aos gatos. Onde eu estava com a cabeça quando alberguei estas aberrações, o macho, leva o nome do meu pai, e a fêmea, que é manca de nascença, apesar de se chamar Ruth, eu chamo pelo nome daquela que agora deve estar reclamando aos espíritos por estar esperando na frente de casa. Deve ser por isso que nunca alimentei os bichos, nem dei muito carinho.

Odeio viajar sem juntar dinheiro antes, mas, se vou esperar, só saio de casa em véspera de décimo terceiro. Ainda bem que vamos ficar em casa de amigos, nem tão amigos, afinal, até hoje não esqueço o que me disseram sobre o fato de não podermos ter filhos, mas, antes assim, afinal onde enfiaria mais crianças no meio de tanta dificuldades me sair de casa. Entre os sacos?

Vamos lá criatura! Não enxergo muito bem para dirigir a noite e, assim como a paciência, estou com os óculos vencidos. Pura preguiça meu amigo/irmão, se formou em oculista e já cansou de me mandar passar na clínica dele. Por falar em dinheiro, não sei onde deixei minha carteira, nem a chave da casa. Deve ter caído num dos sacos ecológicos da firma onde guardo minhas notas.

A casa é pequena mas tem tanta janela que vou sair pensando que deixei algo aberto.
Mulher, vamos embora, que já estou desistindo!

Queria mesmo era ficar sozinho na cidade e manda-las junto com as plantas e gatos para o Egito ou Etiópia, mas separação a esta hora é inviável, mas, pode ser a saída, se vou esperar pela grana, talvez só na véspera da aposentadoria.

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