domingo, 31 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Desabafo
Singro os mares, antes revoltos, a espera de novas tormentas.
Não dá para forçar.
Que as horas passam em compassos diferentes é claro, ontem foi um dia lépido, hoje tudo se arrasta em varas. Irritação, faz pensar em sintoma, implicância, pode ser atuação pelo conforto. Silencio para que me escutem mas acho que acompanham-me moucos, e não são poucos que deviam perceber minha meia-fala, pelo menos os sinais e os olhares.
Ataquei sim, sem intenção, dei de arremetente e disse o que não devia. As águas andam tão paradas, suspiro por uma desordem. Fui acostumado a subversão do afeto, e agora, clamo por algum conflito. Talvez confunda paz com insipidez de alma, mas parece que refuto o remanso. Contradição de quem ja teve os braços amarrados e as pernas instáveis, mas por caminhar mais firme é que deseja desafios e alguma hostilidade.
Regrido em devaneios de pirata e lamento o engano desta viagem.
Singro os mares, antes revoltos, apenas pela lembrança das velhas jornada.
Diário da MOrsa
Não dá para forçar.
Que as horas passam em compassos diferentes é claro, ontem foi um dia lépido, hoje tudo se arrasta em varas. Irritação, faz pensar em sintoma, implicância, pode ser atuação pelo conforto. Silencio para que me escutem mas acho que acompanham-me moucos, e não são poucos que deviam perceber minha meia-fala, pelo menos os sinais e os olhares.
Ataquei sim, sem intenção, dei de arremetente e disse o que não devia. As águas andam tão paradas, suspiro por uma desordem. Fui acostumado a subversão do afeto, e agora, clamo por algum conflito. Talvez confunda paz com insipidez de alma, mas parece que refuto o remanso. Contradição de quem ja teve os braços amarrados e as pernas instáveis, mas por caminhar mais firme é que deseja desafios e alguma hostilidade.
Regrido em devaneios de pirata e lamento o engano desta viagem.
Singro os mares, antes revoltos, apenas pela lembrança das velhas jornada.
Diário da MOrsa
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Meias verdades
Deus fecha uma porta, alguém vai e abre outra.
Confundo a ordem dos discursos mas mantenho o sentido que me agrade.
Maria Helena é católica, minha mãe, beata e praticante. Desisto de tentar entender a determinação e a confiança, aparentemente frágil, ou sou eu quem, débil, tento explicar a vida de forma mais leviana.
Letícia é meu lenitivo, mais condescendente, conta suas manhas sem recorrer a penitências, divide traquinagens como modus vivendi, afastando qualquer culpa. Adoro quem gera, mas amo quem consola.
É hora, recorro aos dogmas buscando acolhida, se o Pai completa, encurtando a obra e expiando portas, posso também acreditar em quem as liberte. Mudo o juízo apresentando um novo epílogo: aforismas não são regras, máximas podem ser punitivas, existem outras verdades para contravir e crer que também a fé pode ser relativa.
Confundo a ordem dos discursos mas mantenho o sentido que me agrade.
Maria Helena é católica, minha mãe, beata e praticante. Desisto de tentar entender a determinação e a confiança, aparentemente frágil, ou sou eu quem, débil, tento explicar a vida de forma mais leviana.
Letícia é meu lenitivo, mais condescendente, conta suas manhas sem recorrer a penitências, divide traquinagens como modus vivendi, afastando qualquer culpa. Adoro quem gera, mas amo quem consola.
É hora, recorro aos dogmas buscando acolhida, se o Pai completa, encurtando a obra e expiando portas, posso também acreditar em quem as liberte. Mudo o juízo apresentando um novo epílogo: aforismas não são regras, máximas podem ser punitivas, existem outras verdades para contravir e crer que também a fé pode ser relativa.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Segunda-feira
Afasto as meias do teclado para ver se acho as letras. Tem mais de um copo aqui do lado, café e refrigerante, restos de um domingo de chuva assim como os farelos de bolachinha que jurei nunca mais comer junto ao computador. Olho de esquina para a cama desfeita há dois dias e desvio para a TV que não cobra, mas, não me diz nada. Sinto falta de algum dos felinos que ja tive e que fariam festa em tanta roupa espalhada. Se o círculo esta assim, quem dirá minha cabeça que insiste em se expressar.
Arredo os medos dos hormônios para ver se organizo meus pensamentos. Há vários sentidos tomando forma, pedaços de um dia mal aproveitado, borras de incongruências e bolhas de intenções não realizadas, que acreditei ter deixado de elevar junto a vida prática. Reflito por flagrante no leito desfeito e a vejo junto aos gatos como um delírio de instante. Se minha alma não se veste, por que me atrapalham os panos? Volto ao entorno e me reencontro.
Acolho um som que vem da rua, sirenes afastam o passado, enfim, hoje é segunda, mais do que eu, um dia prático. Por que dispensei a faxineira? Não vou seguir de carro! Gritos para que eu levante e arrume o corpo, considerar também os membros, enrijecer o tronco. Músculos mal aproveitados, olhos projetados por um sono sequelado. Bate o coração como bomba a espalhar apenas resultados. Contas, horas e trabalho, horas, roupas e retalhos. Invejo aqueles que se ajustam. Outra vez panos e gatos.
Não sei qual melhor argumento, o caos interno ou o intento? Lembro tanto de meus bichos que dispenso todos ritos. Mesmo assim vou-me embora, sem retorno mas com demora. Preferia o domingo mesmo com toda madorna.
Arredo os medos dos hormônios para ver se organizo meus pensamentos. Há vários sentidos tomando forma, pedaços de um dia mal aproveitado, borras de incongruências e bolhas de intenções não realizadas, que acreditei ter deixado de elevar junto a vida prática. Reflito por flagrante no leito desfeito e a vejo junto aos gatos como um delírio de instante. Se minha alma não se veste, por que me atrapalham os panos? Volto ao entorno e me reencontro.
Acolho um som que vem da rua, sirenes afastam o passado, enfim, hoje é segunda, mais do que eu, um dia prático. Por que dispensei a faxineira? Não vou seguir de carro! Gritos para que eu levante e arrume o corpo, considerar também os membros, enrijecer o tronco. Músculos mal aproveitados, olhos projetados por um sono sequelado. Bate o coração como bomba a espalhar apenas resultados. Contas, horas e trabalho, horas, roupas e retalhos. Invejo aqueles que se ajustam. Outra vez panos e gatos.
Não sei qual melhor argumento, o caos interno ou o intento? Lembro tanto de meus bichos que dispenso todos ritos. Mesmo assim vou-me embora, sem retorno mas com demora. Preferia o domingo mesmo com toda madorna.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Arte
Em meio a tantos se aproxima. Passa entre, e chega até a parede branca, muito branca. Observa a tela de cimento e cal e lamenta não trazer seus instrumentos. Alheio ao povo que esbarra e segue, vaza o que o cândido vazio impulsa. Lateja uma vontade imensa, mas, sem grafite, grafita na idéia o que gravita além do que é possível ser percebido. Invade sentimentos vários, corre a mão no imaginário, traços e cores em especial agito. Aves encontram seus ares e seres mergulham em pura liberdade, treme em euforia solitária, perfeição de formas e juízo, nem abstrato nem definido, apenas sentido. Evitam, sem desculpas, passantes e corridos, entre as personas se afasta, falta público para egoísta arte, fica apenas a parede branca e a lamentável perca de uma oportunidade.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Virada
Pronto, virou o dia mas não o mês, virei os bancos, as contas e os cadastros.
Não tomei banho mas troquei de meias, esqueci da hora, não tinha toalha, fez frio direto, estraguei o cabelo.
Onde cheguei fui recebido, mais agrados estranharia, comi assado, comprei calçados, passei na feira, colhi amigos, provei de tudo, sorri atrasado, deixei o troco, paguei fiado.
O carro engasga, gasta o que não tenho, o trajeto embola, fico no freio.
Passou uma quarta, finda a semana, penso em roupa, bancar bacana.
Meu tempo engorda, pois a fila anda, quero ter a vez de um olhar sacana.
Ela desconfia, eu tenho certeza, vou fazer de novo e da mesma maneira.
Virar folhinha, contar carneiros, esperar a sorte para ganhar dinheiro.
A fome vem num anúncio farto, o frio engana no peito uma dor de parto.
Terminou o dia, não me sinto salvo, me faltou um quê como um pedaço.
Virou mais um tempo de um mês inteiro, esqueci dos bancos, e de meus receios, vou dormir de novo, acordar para sempre, virar de lado, mas mais lentamente.
Não tomei banho mas troquei de meias, esqueci da hora, não tinha toalha, fez frio direto, estraguei o cabelo.
Onde cheguei fui recebido, mais agrados estranharia, comi assado, comprei calçados, passei na feira, colhi amigos, provei de tudo, sorri atrasado, deixei o troco, paguei fiado.
O carro engasga, gasta o que não tenho, o trajeto embola, fico no freio.
Passou uma quarta, finda a semana, penso em roupa, bancar bacana.
Meu tempo engorda, pois a fila anda, quero ter a vez de um olhar sacana.
Ela desconfia, eu tenho certeza, vou fazer de novo e da mesma maneira.
Virar folhinha, contar carneiros, esperar a sorte para ganhar dinheiro.
A fome vem num anúncio farto, o frio engana no peito uma dor de parto.
Terminou o dia, não me sinto salvo, me faltou um quê como um pedaço.
Virou mais um tempo de um mês inteiro, esqueci dos bancos, e de meus receios, vou dormir de novo, acordar para sempre, virar de lado, mas mais lentamente.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
Quadro
A obra deve ser ilegal, toma para si uma paisagem pública, sobrepõe a orla e esconde a curva da Barra um dos pontos mais bonitos da praia. Porém, enquanto é possível, faço estas fotografias.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
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