"Era uma daquelas tardes de pegar piscina, acho que meu pai havia batido como carro, mas tinha sido coisa pouca. Eu queria mesmo era poder chamar os amigos mas eles não estavam por perto, então troquei as figurinhas da nave Apolo com meu irmão, mesmo sabendo que ele não teria nenhuma que me interessasse muito. Meu pai falava que queria trocar de casa, que a que viviamos estava pequena, mas o que isto tinha a ver com o acidente, nada... Pensei que poderia estar com a minha namoradinha, mas ao mesmo tempo lembrava que ela não me dava a menor atenção desde que tive coragem de ter me declarado, mas isso não impediu que eu casasse algumas vezes, mesmo tendo que comer sozinho uma caixa inteira de bombons que eram para ela. O nome? Lílian, com dificuldade recordo. Agora alguém grita, estou dividindo o tempo com outra colega, a piscina fica para outro dia, ou nem fica porque me vejo mais adulto e sei que não gosto mais de ficar na água, nem da Lílian que voltou a me negar de amigo quando a convidei para o Orkut, pudera, ela esta casada, talvez não pela enésima vez como eu que fui relegado na primeira fase. Agora tem um ruido aqui mais forte, estão me chamando porque tem trabalho, não sou mais criança, nem estou colando as fotos, o homem não vai mais a lua e eu tenho que acordar para atender quem me chama, logo vou acordar para toda a realidade, deve ser por isso que não consigo responder o chamado, estou com o rosto molhado, mas é saliva, meus amigos não foram encontrados e tempo esta esgotado."
sábado, 31 de maio de 2008
Sonho
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Idade
Sinto nas primeiras letras que vou tropeçar nas idéias, sinto, na rapidez do pensamento, e pela forma que meu coração responde, que não vou conseguir fechar uma idéia. Estou aberto, como ao me emocionar por uma música, cuja letra não entendo sequer o idioma, estou só pela entonação e pelo propício do clima. Abro, mais uma vez e ao acaso, o velho livro de meus dias e chego sempre nas mesmas páginas viciadas, nem adiante nem no início, quando ainda havia fôlego para enfrentar o que viesse. Conheço cada linha e todas frases, expio pelo que já deveria ter sido elaborado e condeno todas atitudes como se fossem apenas minhas, mas não são e então me acalmo. Aperta, pela falta de dias mais completos e esqueço o que de fato poderia. Sou a redenção de minhas idéias, daí não consigo evitar o ritmo, por isso em cada pausa um trote e em cada frase um recomeço, como os dias que não acompanham o pensamento.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Volta
Não é sensação nova, contrario, há algo que quero dizer mas não consigo. Fica piscando aquela luz do messenger chamando, antes seria o telefone ou qualquer outro meio anárquico de comunicação. Tenho vontade de sair caminhando pela rua, sei que não são mais as mesmas ruas mas me engano com a memória e com as falsas companhias, são as solidões, no entanto, que instigam e atraem os mesmos desamparos, e com isto, esqueço dos riscos de sair porta a fora para voltar, sabe-se lá quando, de um mesmo ou pior estado.
Fui despertado, sempre haverá algo para trazer estes momentos, mesmo que mudem os personagens, incomoda esta crescente intensidade. Eu disse, pior que não ter, é ter, mas somente a esperança, mas, ela não me ouve, permanece melindrosa a todas as dúvidas, só e suscetível. Esta frase me muda de lado, mas seria apenas um exercício, sou eu quem tem dúvidas, sustento, alimento e me abrigo em inseguranças, mas não desisto, também sou eu quem volto mesmo quando acho que é hora de partida.
Fui despertado, sempre haverá algo para trazer estes momentos, mesmo que mudem os personagens, incomoda esta crescente intensidade. Eu disse, pior que não ter, é ter, mas somente a esperança, mas, ela não me ouve, permanece melindrosa a todas as dúvidas, só e suscetível. Esta frase me muda de lado, mas seria apenas um exercício, sou eu quem tem dúvidas, sustento, alimento e me abrigo em inseguranças, mas não desisto, também sou eu quem volto mesmo quando acho que é hora de partida.
domingo, 25 de maio de 2008
Domingo
Não fez a temperatura prometida, nem choveu com se esperava a frente fria ficou nos noticiários apenas.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Armários
Muda a estação e é hora de arrumar os armários. Aprendi, desde cedo, que aqui elas são mais definidas, mas não era bem assim, o calor pode ficar mais prolongado, e o inverno vem sem meio termo. Olho as roupas, que apesar de não terem tido tempo de tomar cheiros mofados estão distantes do clima ao qual havia me adaptado. Há um choque, maior que frente que vem da Patagônia, e por certo, me atingirá como despreparado. Olho as roupas, são mais do que cores que não combinam, ficarei sobrando em tanto pano, e apesar de necessárias, me cobrirão com saudades que não quero e nem mais me pertencem. Onde eu estava quando escolhi esta jaqueta? Largos os ombros para ter usado por tanto como os casacos, me sufocam, como as blusas trespassadas por cores mortas, se me enforco em manta longa perco os braços em mangas sobradas . Acho que morei no limite, saí de um pólo na busca do oposto. Nem os sapatos levam mais para o mesmo caminho, se continuar assim andarei descalço. Arrumar? Nada. Os climas estão definidos e é melhor mesmo trocar de trapos.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Menino
Esta foto é da minha amiga Vera, e depois trabalhada por mim, sópara provar para ela que da para fazer foto digital também.
Letras confusas
Depois de tentar várias alternativas de codificação, acho que consegui resolver o problema de caracteres no firefox para esta página. Isso se deve a informação do servidor que fica na alemanha que confunde o navegador (segundo webmaster do contratante). Caso o problema continue em breve estarei trocando de serviço.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Hung Up
Não sei o que esta acontecendo ligo o som do micro e entra Madonna a toda com Hung Up, em primeiro lugar não escuto, não gravo, nem armazeno este tipo de coisa no computador, nem os que comigo dividem o aparelho."Time goes by... so slowly". São um pouco mais do que oito horas da manhã e ja encontrei quem não queria. Uma saída rápida suficiente para atrasar o resto do dia. Tenho que avisar que não vou trabalhar, " Every little thing that you say or do", ou não fazer nada e deixar que os compromissos se percam. A voz dela me incomoda um pouco, embora traga algumas lembranças. Não costumo ser, mas o mundo em volta é todo pop. "Ring, ring, ring goes the telephone...", mas isso tudo ficou para o passado e o dia mal começa e passa lento como as lembranças, obsessivas como este refrão que se repete em ciclos. Quem teria deixado a música aqui, "I can't keep on waiting for you", eu não estou nem ai ou não devia. "Ring, ring, ring goes the telephone", insiste, é alguém lembrando que estou atrasado. Quem colocou esta Madonna aqui? "Time goes by... so slowly".
domingo, 18 de maio de 2008
Intervalo
Não sou de fã do Fantástico, menos ainda de ficar impressionado com noticias exageradas, mas esta realidade eu conheço, faz parte do meu dia-a-dia e é verdadeira. Basta ver uma das minhas fotos já reproduzidas por aqui mesmo.
Reportagem
Minha Imagem
No galpão onde fazem as bonecas de fumo, a presença de crianças desde a mais tenra idade. Foto feita por mim na Colônia Picada Carlos onde trabalho como médico de comunidade e assisto a boa parte do que foi relatado na reportagem acima.
Reportagem
Minha Imagem
No galpão onde fazem as bonecas de fumo, a presença de crianças desde a mais tenra idade. Foto feita por mim na Colônia Picada Carlos onde trabalho como médico de comunidade e assisto a boa parte do que foi relatado na reportagem acima.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Pessoal
Escuto o telefone através da parede. Se soubessem que estavam sendo observadas as ondas não teriam resistido as pedras e ao cimento. Era sobre mim que falava, algo que eu ainda não sabia, e talvez nem quisesse.
Fazem ginastica na praça, e percebo o ritmo das passadas e corridas, estacionam na quadra seguinte, e arrepio ao ranger dos freios sobre o asfalto úmido. Fosse tísico ou tuberculoso entenderia este dom e sensibilidade, mas sou saudável, logo, deveria ser mais surdo. Mudo o pensamento, mas continuo preso as ondas do passado e nem pedras nem cimento ou sussurros disfarçados impedem que perceba que não fui esquecido ou afastado.
Fazem ginastica na praça, e percebo o ritmo das passadas e corridas, estacionam na quadra seguinte, e arrepio ao ranger dos freios sobre o asfalto úmido. Fosse tísico ou tuberculoso entenderia este dom e sensibilidade, mas sou saudável, logo, deveria ser mais surdo. Mudo o pensamento, mas continuo preso as ondas do passado e nem pedras nem cimento ou sussurros disfarçados impedem que perceba que não fui esquecido ou afastado.
sábado, 10 de maio de 2008
Energia
Estou cansado de escrever, ou sem vontade. Hoje quis sol, dias nublados de outono, salas fechadas de trabalho. Espero os dias com a esperança de folga e luz.
Meu amigo se ilumina como criança e fala um tempo que não acompanha a idade, observo calado e recolho a observação para no momento certo revela-la como conhecimento e sabedoria. A cada dia aprendo mais no que acumulo. Pena, estou cansado para escrever, e por fim não dou espaço para abrir os minhas caixinhas, tampouco organiza-las. Acho que ja tive idéias com estas devo ter recantos que se sobrepõem sem chegar a nenhuma novidade. Deus me livre da demência seria como embaralhar todas estas informações de tal forma a nunca aproveita-las, nem difundi-las, nem ensina-las.
Também quero fugir das salas fechadas, nem que seja por momentos, meus ossos pedem o sol como catalizador de vitaminas, meus olhos para tirar o mofo das retinas, minha mente para localizar melhor tais pensamentos.
Pena que estou cansado, ou sem vontade de escrever o que me invade, o sol invade, a tarde, dias nublados de outono me esperam, espaço, luz e oportunidade.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Despertador
Acorda, é hora!
Meu relógio tem defeito,
sem sentido, roda, roda, rola.
Ao chão.
A cama atiça e o corpo rola, rola, rola, roda.
Enjôo, não!
Volto ao tempo sem motivo,
antes tarde do que sempre,
nunca, é nunca como agora, é hora, hora, ora!
Sente.
Minhas roupas estão desfeitas,
Uma pende ao colarinho,
teu vestido, lá, sozinho,
pede, pelo avesso,
mofa e repete,
amarrota,
torce e despede
de meu amarrotado carinho.
Vejo o dia no aguardo
Uma mesa me espera
o café esta passado, nada mais é o que era.
O amargo
vem do hábito,
O gosto
vem do hálito,
Mas a cama, ainda morna,
esta ora, rola, roda e verte.
Meu desejo era ver-te
mas não sei mais a que hora
meu relógio tem defeito
tem o tempo sem sentido
o sentido sem ter tempo
rola, rola, rola e rola.
preciso tratar da vida,
preciso despertar,
embora,
precise encontrar motivo
por isso...
Acorda, agora!
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