quarta-feira, 26 de março de 2008

Momento




Sensação

Bruna Caram
Otávio Toledo/j.c.costa Netto


Vem me retratar com o seu próprio olhar
Fotografar esse mesmo lugar
E revelar uma determinada expressão
Emoldurada aqui nessa canção

Vem prende essa imagem num momento seu
E eu represento esse minuto seu
E assim eu posso ser o ator de sua sensação
Soltar a sua própria emoção

E como ator eu canto
Como cantor eu represento
A vida que você quer ter
E não devia mais conter

Vem ainda é tempo pra se descobrir
E vir se ver ou vir por vir
Para tocar também com o olhar e com a mão
O que tanto tocou seu coração

Vem prende essa imagem num momento seu
E eu represento esse minuto seu
E assim eu posso ser o ator de sua sensação
Soltar a sua própria emoção

E como ator eu canto
Como cantor eu represento
A vida que você quer ter
E não podia mais conter

domingo, 23 de março de 2008

Páscoa

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tempo

Verde

Quem me conhece, e sabe destes dias, deve estar esperando algo maravilhoso por aqui, mas, eu ja disse a quem me acompanha, este espaço é atemporal, e nem sempre corresponde aos sentidos e, tampouco, acompanha os momentos, sejam bons ou ruins. Aqui posso me surpreender se o homem chegou ou não a lua, porque prefiro imagens vindas das poesias, das letras de músicas, de satélites imaginários e brilhos cor de prata, e nem importa os grandes avanços da tecnologia, porque posso ainda ficar ansioso por não receber uma mera carta, porque meus desenhos sairam tremidos, ou se meus textos não são correspondidos. Que sintonia, se aqui pode ser ontem ou algo nunca vivido? A criança espera que o dia não passe e que a noite seja breve, se vivo um novo dia, e é bom, ótimo, mas ainda assim vou me recolher aos quartos quando escurece e olhar para as janelas que protegem dos pensamentos mal compreendidos. Mas, se querem que eu diga, estou feliz, mais leve e iluminado, embora, na mesma dimensão de minha sensibilidade, por isso não mudo, mesmo que nunca fique calado.

sábado, 15 de março de 2008

Pelas ruas


City, upload feito originalmente por Camafunga.

Volta a cor e o brilho
Das ruas da mesma cidade
O sol já não incomoda, vibro
O tempo fica vazio,
sem medida, peso ou idade

Caminho um mesmo caminho
Esperança e realidade
Os passos repasso sozinho
Nas ruas da minha cidade

Encontro em mim um suspiro
Respiro um sorriso guardado
Vislumbro nas cores os ritos
Da dor que ficou no passado
Pressinto um novo destino
Prefiro ficar sossegado
Caminho nas ruas que vivo
Ao encontro do que foi conquistado

quinta-feira, 13 de março de 2008

Origem

Este rabisco, que fiz agora, é só para matar a saudade do tempo que desenhava, a origem de tudo, do Camafunga, que sonhava trabalhar em jornal e com 15 anos saia com uma pastinha de desenhos procurando um espaço para publica-los. Alguma pouca coisa sobrou do traço, mas preferi seguir outros caminhos.

terça-feira, 11 de março de 2008

Interno


Luz, upload feito originalmente por Camafunga.

Hoje me sinto do outro lado da janela, irradiado pela luz que contrapõe ao abandono.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Ultimos Passos

Não é ainda o momento, é só o passo, mais um, ou menos.
Luto é rever a perda como irreversil, o inverso do parto como diz Chico Buarque, mas não deixa de ser uma gestação para nova vida, o meu esta no fim, como as horas que mantém a escuridão da noite e vulgariza seus mistérios depois que surge a luz do amanhecer.
Queria que o tempo revertesse algumas perdas como se nunca tivessem existido, mas ai não teria jamais do que sentir saudade, mesmo a má nostalgia é um recorte da vida, e é, no mínimo, um aprendizado, mesmo a dor é prazerosa depois que passa, nada é em vão. Não é ainda o momento para despejar uma crônica que nasce pronta, e cujo título me persegue por tantos anos.
Os passos foram dados, cada dia mais um, ou menos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Contraponto


Pesca, upload feito originalmente por Camafunga.

Metropole Relativa

Agora percebo até onde seria possível, muito antes de ser o que vim a ser, descobri como terapia o desbravar de uma cidade maior e de sua nova e estranha cultura. Os meios justificavam os caminhos e cada fim-de-semana era como uma terapia completa, e foi assim que me encontrei estando perdido num mundo que parecia tão grande e tão mais completo, um mundo cheio de possibilidades e enfrentamentos, onde só fugi das regras e cresci vencendo as impossibilidades, os preconceitos, as normas e a moral que pareciam ir se perdendo na estrada. Foram anos de ruas e esquinas, todas com nomes difíceis e que trocam de repente quando nos acostumamos, metrópole ao mesmo tempo suburbana em sua vida alternativa e louca, coisas que só poderiam ser apreciadas se desacompanhado, meio bandeirante em estado alheio, atrás das minas dos sentidos, dos desejos e da juventude em idade. Porém a mesma estrada jogava as conquistas na volta por tanto tempo perdidas até entender, pelo amadurecimento, que a riqueza estava dentro do personagem e não no cenário, até descobrir que o potencial era da comunicação e sensibilidade que permitia compreender os sinais que poderiam estar ali ou em qualquer parte do mundo. Então, aos poucos, fui construindo aquela metropole dentro de minha realidade cotidiana, transgredi em minha casa, dei a curva em minha vida, vivi a própria cidade imaginada e esqueci, por não ter necessidade, de voltar a visita-la.
Retorno agora num momento de reavaliação e comprovo, não existe outro, consigo carregar aquele mundo e seu potencial onde, ou com quem, quer que esteja. Muito bom saber disso, meu caminho sera ao mesmo tempo mais longo e mais próximo, pois optei por fugir de estradas e falsos atalhos a me construir internamente e hoje percebo não sou o mesmo, nem minha relação com estas imagens. Porém, aproveito e digo, que ninguém tem o direito, nem a menor capacidade, por ser interior, por necessitar de cultura apurada, vivência, percepçao e sensibilidade, de furtar esta conquista. Mesmo que tentem, já é minha.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Clima Ameno

Hoje é o primeiro dia útil do mês de março, geralmente é aqui que inicia o ano, pelo menos foi o que me acostumei desde criança. Passou carnaval e veraneio, convenções que estabelecem repouso e férias. Sempre fui na contra-mão do tempo e por anos foi justo nesta época que descansava, mas este ano entrei na boiada e parei junto com os outros, logo, é aqui que pretendo recomeçar meus mais úteis dias. Ja ví as contas, arrumei armários, fiz cirurgia para deixar a carne direito, fui passear, arejei a cabeça, estou mais leve para pegar pesado. Agora posso relaxar a dieta, embora não queira recuperar espaço, tenho trabalho e vida como meta, mas me sinto mais confortável. Meu tio coloca como recado, "chega de verão, que chegue o outono", só mesmo nestes pagos issoé válido, porque ameniza o clima e muda o cenário, e isso é bem vindo, também estou apressado, depois reclamo como passa o tempo, mas ai é apenas mais outro detalhe.