Street photography, olhar atento e uma máquina fotográfica a mão, porque nunca se sabe o que pode passar pela frente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Por todas as mídias.

Antes seriam livros jogados por gavetas e prateleiras, ou bolachões, igualmente empoeirados a lembrar tempos congelados, mas, nesta tecnologia de sons puros e objetos binários, sobram mesmo são discos metalizados e textos condensados em arquivos limpos e organizados. Não carregam ácaros, nem outras sujeiras, mas mantém, pelo menos, a clareza e o brilho da memória. E eu vivi estes dois tempos, da lembrança física de encontrar uma foto perdida entre as páginas, um recado, uma dedicatória ou um grifo de caneta bic, e outro, este, que só agora descompacto desde bits a velhos sentidos, e percebo, que mesmo sem saber, era moderno, bem antes de ser simples.

Encontrei, talvez, os amigos certos, e as melhores companhias, encontrei o fio perdido, a linha que une a cultura ao sentimento escondido, e volto a me emocionar além da dor, também com a mente. Sou papel e tecnologia, mas não deixo de ser quem sempre fui, eu mesmo frente a tudo que me foi dado e adquirido, séculos de outros pensamentos, anos de uma criação sem desvio. No entanto, este eu virou, um tempo, personagem a esconder como as notas e imagens, poesia e sensibilidade.

Viva o mp3, mas salve o LP, resgate a escrita e o que se lê, traços ou vetores, sejam quais forem os fatores, em qualquer ordem sou o produto destes momentos bem mais do que aquilo que determinei como tempo.

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