segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Despertando

Não acordo como morsa, disposto, mesmo com um senhor gritando por socorro de forma exagerada, mesmo com todas as verdades reveladas de um fim-de-semana acelerado.
Nem parece segunda-feira, nem que tenha deixado o prozac. Mesmo que seja outra morsa, por enquanto passageira, percebo esta esta possibilidade.

Tenho três ofertas verdadeiras, todas tentadoras mas que envolvem muito dinheiro. Uma esticada pela europa com uma amiga misteriosa, que me oferece abrigo, comida barata e outras facilidades; um ano novo em Minas, para este, quase tiro as passagens; ou, uma passada literal pelo divã do Freud, que de fato, me estimula mais que as outras viagens. Entretanto, surgem outras vias, mais em conta e viáveis, a da tentativa e erro como exercício de maturidade, de, por conta, não deixar-se entregar até que a mesma fique fácil, resumida em possibilidades. Isto é um pouco o que acontece agora, por isso é segunda, tem alguem gritando socorro ao meu lado, e eu estou bem, muito obrigado.

Diario da MOrsa

domingo, 25 de novembro de 2007

Descortinando


Descortinando, upload feito originalmente por Camafunga.

Agora sim, fotografia, ou seja pegar a maquina e sair por ai a busca de boas imagens. Este era um dos últimos passos, como eu ja tinha dito antes: "Ainda não voltei a fotografia...". Voltei.




Em frente

Pelo silêncio e sensibilidade logo pensei que não fosse real. Pela beleza e superação de preconceitos reafirmei que poderia ser mesmo um sonho. Pela impossibilidade, despedida pelo provável, acreditei apenas na mensagem.

Hoje foi um dia especial, ao lado oposto a todos os sentimentos perdidos incluo chances e conquistas fortes, desejos nunca antes exercitados, simples como as horas que passam bem porque estão preenchidas, depois descanso melhor porque sei que a vida continua após o que poderia ter sido um pesadelo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Luz


Vera, upload feito originalmente por Camafunga.

Como disse meu amigo alemão, Peter, que é casado com um portuguesa e se comunica em inglês:
"See you, whenever you are back. A tasteful portrait. I like it!"
E eu também gosto de voltar a fotografar, mesmo que devagar e aos poucos. A Vera é um bom começo e a luz é uma metáfora.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Desculpa

Esta página estava precisando de um bom texto, mas bons ou maus textos não vem ao acaso, nem mantém a lógica dos eventos.

Mesmo sem regra percebo que quando há muita atividade cotidiana é necessário um tempo para desfecho como em um conto ou numa novela, para que este se transporte em crônica ou mensagem. É por isso que hoje não trago nada, nem de bom ou de mal, porque estou no meio de uma história que não dá para ser contada. São tantos os elementos, e dispersos, que preferiria falar de chuva, de ar seco e de vento, menos do que agita, incomoda ou amadurece estes e os próximos dias.

Desculpem, poderia ter produzido uma pérola, dentro de mim passam tantas possibilidades e imagens, sentidos que se transfiguram e se adaptam, mas que por não estarem prontos não virão em escrita. Por isso deixo apenas este cínico recado: aqui poderia estar um bom texto!





Espelho Mágico

Escondidos ambos os lados, motivos diferentes, sentidos alterados
o ângulo engana e exagera a única identificação provável.
Minha luz é razoável
lucidez inevitável

Descobertos, incide a dúvida do que é reflexo ou que é imagem
sob a luz o mesmo ato, revela outras vontades
uma a angústia da perda
alíviada pelo enfrentamento e pela coragem
o outro busca nenhuma
vitória da insanidade.

Espelho de dupla face,
sempre à mão,
mas ainda sei onde me acho,
na solidão
resto de nossa identidade


Para a Ceres

domingo, 11 de novembro de 2007

Sargento Garcia


Sargento Garcia, upload feito originalmente por Camafunga.

Bom sinal, voltei a fotografar.

sábado, 10 de novembro de 2007

Sobre as personalidades

Os textos mais pesados as vezes ficam em outro espaço, num diretório arquivado, ou ai ao lado onde diz Devaneios. É uma proteção desnecessária, afinal não precisaria mais me recolher a MOrsa, Camafunga ou outro personagem, mas são como salas de uma mesma casa. Quem sabe um dia derrube as paredes, por enquanto é assim que me separo, mas na vida, já me acho mais inteiro. Este texto não é explicativo, nem sei se isso é preciso. Mas um ensaio para o pensamento de até quando será assim. Faço o que escrevo, e vivo o que digo, mas nem eu, nem quem me lê, vai saber sobre os motivos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Momento Musical (letras que queria ter feito)



Tô (Tom Zé)

Tô bem de baixo
Pra poder subir
Tô bem de cima
Pra poder cair
Tô dividindo
Pra poder sobrar
Desperdiçando
Pra poder faltar
Devagarinho
Pra poder caber
Bem de leve
Pra não perdoar
Tô estudando
Pra saber ignorar
Eu tô aqui comendo
Para vomitar

Eu to te explicando
Pra te confundir
Eu to te confundindo
Pra te esclarecer
Tô iluminado
Pra poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar

Suavente
Prá poder rasgar
Olho fechado
Prá te ver melhor
Com alegria
Prá poder chorar
Desesperado
Prá ter paciência
Carinhoso
Prá poder ferir
Lentamente
Prá não atrasar
Atrás da vida
Prá poder morrer
Eu tô me despedindo
Prá poder voltar

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Reflexão

Tenho evitado ser claro, mas também não me visto do breu que a situação exige, fico nas meias palavras forçando futuras conquistas, ou nas vitórias verdadeiras arrastadas em linhas que estão presentes, mas que não se assumem. Há um tom que é um misto, do cinza a um leve azul, colorido, da luz que oferece matiz mas que nega a cor o seu brilho. Assim tem sido meus textos, também meu diálogo, e meu rito, porque perdi interesses, mas a comunicação permanece e é meu grito. Alô! Que me ouçam, estou vivo, repito como aviso: quero reencontrar minha vida seguindo o mesmo e um novo caminho. Se faço isso na tela, no texto ou num plano de vídeo não vou além do que posso, mas vou até onde é possível. Não fico no tempo de ontem, não choro todo o tempo perdido, mas lamento que poderia ser claro, que havia outra luz e um sol, até então mais bonitos.

Filosofia do Naufrágio

@ Quando se esta mal, nada como um dia após ao outro para perceber que dois foram perdidos.

@ Saudade é como a juventude, com o tempo passa, e ai de que adianta, o estrago esta feito.

@ Em encontros as escuras, é prudente acompanhar-se por uma lanterninha.


Hoje no Diário da MOrsa o resultado parcial da pesquisa de humor.

Diário da MOrsa

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

In


Out, upload feito originalmente por Camafunga.

Apesar do título original e a proposta da foto, hoje, revendo o sentido, inverto. Volto ao tempo das conquistas e descobertas, dos bares e da cerveja... até cerveja.
Como o resto, troco o ponto de luz e a imagem se renova.

Guarda Roupa

Pedi um cabelo simples. Ja estava acostumado a acordar pronto e penteado. Mas insisti numa nova face, ganhei foi um corte arrojado, mas não me poupado de trabalho.
Quis mudar o guarda roupa, camisas moravam nas calças. As golas sempre fechadas, em cores que não dizem nada. A moça da loja entende, atende com panos quentes, eu saio remodelado, leve, mas quase pelado, ela diz que fiquei bem, que pareço mais atraente que serie também mais notado.
Me aperta o calçado, não costumo usar tênis, me incomodam os cadarços, caminho, o trajeto ainda é longo, mas sigo de vez em frente. Fico no meio do caminho, mas apenas no modelo, um "pisante" confortável, um pouco mais arejado, um sapato maleavel para um pé mais resistente.

Chega a hora do espelho, pior é que me reconheço. Não mudou tempo ou idade, não estou tão alterado, apenas a mesma pessoa que estava esquecida, por si, deixada de lado.

sábado, 3 de novembro de 2007

Razões

Nunca achei que fosse perfeito. Minhas reações ficam apenas na medida do que o sentimento e a razão se permitem. Mas esta guerra é insana e as vezes a gente atende ao que o coração chama.
Não vou mentir que fiquei, como nas letras de música, feliz em saber que sofria, que a mesa de bar é pequena e nem todo álcool sacia. Toco desde então os meus dias, amplio a voz na escrita, incorporo à música melodias, me exponho, enfrentando desejos, e erro, porque faz parte da vida.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Revelação

Parece que não despertei, mesmo escrevendo com a luz do monitor nos olhos e o reflexo de um sol forte, passam imagens turvas misturadas de outros dias, de outras vidas, de outros tempos.
Alguém me disse que acordado redijo como se estivesse em transe, e em transe não sei o que registro, por isso se seguir serei mais desconexo, ainda menos preciso, ou, ao contrário, talvez imprima a verdade que fica sempre escondida entre minhas letras. Será?
É um risco. Por isso prefiro parar no próximo ponto, antes que se esgote o sentido para os próximos textos.