Sou direto e me sinto responsável. Abraço forte e por mais tempo do que esperado, correspondido, relaxo ao terno calor até sentir a cadência quase uníssona que une nossos peitos. Retiro a guarda, falamos em muros, nariz de palhaço e prosa sem sentido.
O tempo passa na irresponsabilidade das tarefas não cumpridas, percebo e assumo, posso ser obliquo na escolha pela sedução dos temas. Mais abraços, até fechar os olhos e poder dormir sem medo, menos tempo a aproximar imagens que ficaram perdidas no borrão da memória. Arte é o que nos leva: textos, música, dança e movimento. Sentimento é o que nos une: corpo, afeto, identidade e momento.
Clareio a visão para perto ao permitir a intenção sem medos.
Diário da MOrsa


