terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Diálogo

Quase uma hora da manhã e a digestão está difícil. Como destas idiossincrasias mal passadas e depois arroto um misto de anseio e má vontade. Passo mal com tantas entrelinhas que fico nauseado só em pensar em novas frases. Mantenho o hálito acre de desejos não compreendidos e sinto a lingua áspera pelo que não pode ser completamente dito. Queima o estômago, seja pelo excesso de palavras doces ou pelo azedume de verbos defectivos, depois, ainda me arde a cabeça com tantas idéias não conjuminadas, adjetivos potencializam enxaquecas, é quando pulsa um coração aflito a substituir um cérebro estacionado, nada alivia pelo que não é encontrado, analgésico são os termos fáceis, preciso mesmo é de um sal de frases, urgente, ou uma sopa de abecedário que flutue boas mensagens. Gases fazem a tônica pelo cicunflexo, então me resumo em espasmos e de repente em textos, e novamente em gases, flatos, é esse o fim do entendimento e fatos, acaba aqui a busca pelos interesses e pronto.

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