Street photography, olhar atento e uma máquina fotográfica a mão, porque nunca se sabe o que pode passar pela frente.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Flash

Não voltei apenas a fotografia, meu pai insiste, de forma carinhosa, que devo me expressar em livro, mas ainda exijo tempo para germinar mais descobertas, talvez além do violão nas segundas, dos pianos que passam para fazer arranjo, ou da tristeza pelas perdas que não terão mais volta. Acho que devo aprender com minha sensibilidade, há uma irritação sadia que pede que meus filhos permaneçam a certa distância, que a tv fique desligada, que as janelas não permitam a entrada de ruídos indesejáveis. Há uma força que não se acomoda e ultrapassa, ainda bem, a maior parte desta saudade.

Nunca achei que seria fácil somar aos ganhos o fator do tempo, dividir ao meio e subtrair as perdas na razão inversa da insanidade, mas também nunca fui bom em matemática, meus números tem sido mais ao acaso, sou aleatório como os fatos, impreciso como a mente, instintivo como o desejo. Sou subjetivo e pago por isso, escrevo da mesma forma que sinto. Só por enquanto, fotografia que aguarde.

Diário da MOrsa

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