terça-feira, 26 de janeiro de 2010  

 

Tardinha  

 


Tardinha, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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domingo, 24 de janeiro de 2010  

 

##  

 


##, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010  

 

Duda  

 


Duda, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010  

 

Uruguai  

 


Uruguai, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010  

 

Companheiros  

 


Companheiros, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010  

 

Trapiche  

 


Trapiche, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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sábado, 26 de dezembro de 2009  

 

Festas  

 


Pensei em deixar alguma coisa para os amigos que convivo, também para quem me le sem que eu conheça, mas, que por algum capricho, tem interesse no que escrevo. Poderia dizer, quem sabe,  que hoje é um  dia especial, no entanto, esta cadeira que me ampara é a mesma de sempre, e nela, devo me jogar pelo resto deste dia e mais de uns tantos parecidos que virão pela frente. O que dizer?
Nem o trabalho me dá folga, afinal,  sou falho em me organizar para aproveitar festas com datas marcadas. Verdade, que em tudo, prefiro o improviso,  por isso, sou o que sobra para  o prático quando a  maioria está a comemorar em bandos. Até os presentes já foram dados, mais por afeto do que por convenção, distribuo, principalmente os relevantes, do mesmo modo, seja no Natal ou em aniversários, repassando com bastante antecedência, não para fugir das compras, mas para talvez, por dentro, venha a me sentir livre, liberado.
Foi-se o época da ideologia ou de querer bancar o revoltado, a esta altura, azar por este sistema, guardo apenas um pouco de pena dos que se  deixam levar, como desesperados, atrás de obrigações inventadas,  e da mesma forma, temo pelas  falsas euforias que comumente trazem a depressão por rebote, mas isso é o máximo a que me permito.

Enfim, é de minha natureza não ficar nem mais, nem menos, sensibilizado. Como animal, nestas horas mesmo as saudades são como um reflexo condicionado, uma música que lembra o avô, meu tio que pode balançar em um ornamento, o amor perdido no peito do chester ou a desilusão profunda resumida no forte cheiro da lentilha. Minha emoção dirigida é fisiológica como baba, e por estranho que pareça, este reconhecimento me conforta.
Por bem, tenho o resto do tempo para celebrar o que acho que realmente me importa, congratulo-me por ter mais, e quem sabe, melhores amigos, pelo entendimento de meus filhos, de minhas limitações e qualitativos interesses, por ser inesperado, por confundir comportamentos e mante-los  agregados,  além do afeto, e sem nadar em garantias, ter o suficiente para continuar me defendendo, por me angustiar, e até por isso, gostar muito do que faço, apreciar o espaço que me resta, sentir o conforto da cadeira que ampara, do ar que ainda respiro, de conciliar trabalho e arte, forjar a criatividade misturando os fatos sem a divisão do tempo, de equalizar os dias para esquecer dos meses, até, por fim, ignorar idades, de ser simples e apenas simples para alimentar o meu ego, de ser especial, como qualquer dia.
 

 

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009  

 

Recorte  

 


Recorte, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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terça-feira, 24 de novembro de 2009  

 

Curioso  

 


Curioso, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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sábado, 14 de novembro de 2009  

 

Pés  

 


Pés, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009  

 

Cuidado  

 


Cuidado, upload feito originalmente por Camafunga.

 

 

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terça-feira, 10 de novembro de 2009  

 

Centro Espírita  

 

A primeira vez que apareci não me acompanhei da confiança, apenas tinha sido convidado. Já fui menino de fé mas por outras crenças. Cristão praticante, praticamente um coroinha, toquei violão por tempos no ?folclore? da minha paróquia. Lá conheci, com o perdão da palavra, os intestinos da Igreja, mas eu era muito jovem e tive todo tempo para poder reavaliar os dogmas antes que me entregasse a culpa e o medo. O padre era desportista, menos mal que era este seu maior vício, além do de dedicar-se a uma mesma ovelha por muitos e muitos anos, Dona Maria, uma santa. Ele rezava a missa de tênis e com os calções por debaixo da batina, faltando apenas a camiseta da associação que enfiava as pressas depois da homilia, quase sempre atropelada, no mesmo ritmo do tempo que faltasse para as partidas agendadas. Aprendi os seus sinais e muitas vezes preenchia suas escapadas com nossa música assim como uma estação de rádio onde o locutor desaparece. Depois vieram as observações mais contundentes que confundiram o que deveria ser bondade com os benefícios próprios e desisti de tudo até tornar-me um agnóstico. Foram anos sob a luz de ciência e razão que também não explicam nada, a chegar na preguiça do cada vez mais complexo entendimento. Bastava ter estudado tanto de céluas e hormônios para ter que tomar tempo com teorias do acaso ou da física quãntica, não ter fé da trabalho, e depois, o tempo foi ficando curto frente a sobrevida, mais incerta do que a verdade da morte, então resolvi aceitar o convite.

Estavam todos de branco, entre caboclos e senhores mais sérios decobri que era um ponto neutro quase ecumênico que misturava ?mesa banca? ( não vi nenhuma ali) e umbanda. A ausência de música decepcionou, lembrei Clara Nunes, quem sabe ouvisse algo do Martinho da Vila, minha cultura africana é reduzida, mas ja haviam me dito que, como espírito, eu devia me dedicar menos ao corpo, a esta altura, tão judiado. Diziam que eu era um espírito velho, ja tinha sido judeu por várias passagens, quem sabe um sábio, e que tudo que me envolvia levava a crer que esta seria uma de minhas últimas viagens. Nunca dei tratos à imaginação, mas a presença destes pensamentos justificavam, entre outras coisas, minha relação com dinheiro e a de não me organizar para um futuro muito distante, para que, se não precisaria mais de passaporte? Mas isso foi antes, antes de aceitar este convite.

Estavam todos de branco, alguns homens pareciam usar saias, não duvidei que algum deles esconderia um calção de futebol ou uma sunga para um banho, já estavam descalços. Fui levado a mais velha, a mais acabada. Talvez ja tivesse de fato visitado em loco o outro lado. Fui banhado com um unguento etílico de aroma forte, pensei que fosse alcool iodado, quem sabe tivesse entrado na fila errada e iria ser operado, li algo sobre um tal de Fritz que fazia tudo as pressas e sem assepsia ,mas nem deu tempo para o medo, entorpecido, acabei por responder que não queria. ?O que meu filho quer aqui??. Ia comentar que havia sido convocado, mas o ente disse ter me reconhecido. Quem? Nunca tinha visto aquela idosa nem seus cabelos emaranhados, teria percebido pelo menos pela falta de os dentes. ~?Não esta lembrado de mim meu filho??, ?Mas a velha te conhece??. Disse que ha muito me esperava. Repetiu a outras vozes que eu seria um espírito antigo, muito antigo e que estava ali apenas para um resgate. Senti o peso da promissória da mesma forma que recebo os telefonemas dos bancos. Estava ali a procura de paz e sou cobrado! Recebi os passes e abraços e sai com uma certeza: declinar qualquer outro chamado. Mas voltei, achei melhor entrar, pelo menos no outro mundo, com o saldo equilibrado.

 

 

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Marcelo Freda Soares

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