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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
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Sábado, 27 de Junho de 2009
Mar de dentro
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Nossas roupas comuns...
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Leitura
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Luz
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Trilhos
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Jardim de inverno
Quando não havia maiores perigos...
Deixei a porta aberta.
Adoro o muro vazado que permite que o vento assovie enquanto consigo ver quem passa e se aproxima. A grama neste jardim tem cheiro de tempero e a terra escura a textura de um carinho. O espaço é pequeno mas cabe boa parte do meu imenso mundo, cavo um buraco para esconder o meu futuro. Umas moedas, uma foto com minha família, um recorte de jornal e um frasco de remédio. Forro com a relva recortada em bloco esperando que as raizes envolvam e preservem para muito este tempo.
Que entre, apenas quem me interessa.
O sorriso de minha mãe é terno e verdadeiro, mais sincero que a memória distraida, o cuidado dos meus fizeram que eu chegasse até aqui, com todas as qualidades e angustias que moldaram minha vida. Tenho irmãos e agradeço por isso. Um, pelo menos, dividirá este pensamento. Não voltei ao jardim nem descobri meus preservados. As moedas foram poucas e não vingaram em frondosa arvore da fortuna, o remédio no entanto é desnecessário, e as noticias são efêmeras como a importância de datas. O muro deixa que passe a noção de tempo e sibila a nostalgia pemitindo que veja quem me precede.
Quando não havia maiores perigos, deixei a porta aberta, para que entrasse, apenas quem me interessa.
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Domingo, 14 de Junho de 2009
Fotografando
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Planos
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Domingo, 7 de Junho de 2009
Devoção
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Tema
Quando começo com frase solta me perco para depois me achar. Vamos ver...
A frase: Vamos lá garota! Vamos lá mulher!
O Caminho: As bolsas estão arrumadas, tem sacola de tudo que é cor e formato. Umas são bacanas, vieram de viagens a lugares exóticos como o freeshop do Uruguai, outras são do supermercado da esquina, no tempo que morava na CohaPrin. Será que ainda chamam esta cidade de Princesa?
Vamos lá mulher, o carro esta cheio e ainda tenho que pegar a sogra, aquela que esqueceu que é viúva, e vai ficar reclamando do marido todo caminho. Temos que passar na casa da Marisa para ver se ela vem regar as plantas e dar de comer aos gatos. Onde eu estava com a cabeça quando alberguei estas aberrações, o macho, leva o nome do meu pai, e a fêmea, que é manca de nascença, apesar de se chamar Ruth, eu chamo pelo nome daquela que agora deve estar reclamando aos espíritos por estar esperando na frente de casa. Deve ser por isso que nunca alimentei os bichos, nem dei muito carinho.
Odeio viajar sem juntar dinheiro antes, mas, se vou esperar, só saio de casa em véspera de décimo terceiro. Ainda bem que vamos ficar em casa de amigos, nem tão amigos, afinal, até hoje não esqueço o que me disseram sobre o fato de não podermos ter filhos, mas, antes assim, afinal onde enfiaria mais crianças no meio de tanta dificuldades me sair de casa. Entre os sacos?
Vamos lá criatura! Não enxergo muito bem para dirigir a noite e, assim como a paciência, estou com os óculos vencidos. Pura preguiça meu amigo/irmão, se formou em oculista e já cansou de me mandar passar na clínica dele. Por falar em dinheiro, não sei onde deixei minha carteira, nem a chave da casa. Deve ter caído num dos sacos ecológicos da firma onde guardo minhas notas.
A casa é pequena mas tem tanta janela que vou sair pensando que deixei algo aberto. Mulher, vamos embora, que já estou desistindo!
Queria mesmo era ficar sozinho na cidade e manda-las junto com as plantas e gatos para o Egito ou Etiópia, mas separação a esta hora é inviável, mas, pode ser a saída, se vou esperar pela grana, talvez só na véspera da aposentadoria.
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Conto
Por onde começar?
Primeiro a luz aqui não é boa, dá reflexo na tela. Depois, minhas mãos estão suadas, fica desagradável digitar assim. Os olhos, estão cansados por tanto tempo sem ver o sol nestas paredes brancas, e a cadeira, fica baixa e desconfortável.
Apaguei todas as lâmpadas fluorescentes. Achei no fundo da mochila um óculos de aproximação e ja estou sobre uma almofada, mas o sol, deixo para amanhã quando sair deste recinto. Agora, é só as mãos, e ficarei pronto.
A história:
Marina chora e reclama por insatisfação de uma vida que não era a mais desejada. Fala horas a mesma coisa, repete o que já deve ter dito a outros como se fosse a prima fala. Não quer voltar para casa, a origem de tanta angústia, nem ficar na rua para enfrentar o público, esta com raiva do mundo. Salestiano sai da escola pensando que amanhã tem volta, não entende quem criou e mantém este rotina, mas é jovem demais para saber como rebelar-se, então, apenas deseja ficar doente para poder permanecer em casa. Marina, mais uma vez chega antes do tempo, tão cedo, quanto lhe disseram que era para ter tido o primeiro filho. Faz café isento de adoçante e, sem perceber, reclama da mãe amarga.
Tem roupa para ser arrumada, tem lixo jogado nos pratos, farelos por todos os lados. Seu sonho ja fora ter sido órfão, agora, ter menos responsabilidades, ou, pelo menos do pouco, ter com quem dividi-las.
Tem um gato manco, um banco pintado de branco, e uma coleção de almofadas.
Salê prefere o apelido, a avó o faz padecer de vergonha desde o primeiro dia de aula. "O menino vem do norte?", "Acaso é filho de Bahiano?". Não, sou Salestiano, promessa de quimbanda daquela velha que não me queria. Foi ela quem envolta a rezas de todas as preces praguejou não ter conseguido te-lo evitado. Ela que continua lhe vendo chegando e fingindo nunca te-lo notado.
Há mais mofo do que piso por debaixo dos armários, além de onde a lingua do felino alcança os farelos crescem como bolos, o cheiro só é suportável porque rebaixa a escuridão das peças ao olfato e cega como ao bicho manco. O gato, que não tem nem apego nem tem nome apela pela água no prato.
Marina espera na esquina, fuma seus pensamentos em cada oportunidade alheia que passa. Lamenta sua roupa gasta, a pouca idade e maternidade. Salê permanece no quarto, o gato limpa o suor dos meus dedos. E eu, sem saber, me sinto mais confortável
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